QUANDO SUSPENDER O USO DAS LENTES DE CONTATO

Elas surgiram há mais de um século como uma alternativa corretiva, terapêutica e cosmética para os olhos. Colocadas sobre a córnea, as lentes de contato se modernizaram tanto ao longo dos anos que, atualmente, é quase impossível não encontrar uma lente ideal para cada paciente, considerando todas as suas particularidades.
Esses dispositivos estão tão avançados que muitos pacientes podem até mesmo não perceber um problema ocular durante seu uso. Isso acontece, especialmente, porque as lentes atuais são muito mais gelatinosas em relação aos modelos fabricados anteriormente. Como eram duras (ainda há as rígidas, porém, muito mais confortáveis), qualquer incômodo levava o paciente a suspender o uso e buscar ajuda médica.
Mesmo sem queixas específicas, todo e qualquer paciente usuário de lentes de contato é candidato a uma revisão de rotina, justamente porque o conforto promovido pelas lentes mais modernas, que praticamente camufla outros sinais, pode ocultar eventuais danos aos olhos. A recomendação geral é seguir à risca o que dizem o médico e o fabricante.

Ao menor sinal de qualquer incômodo – especialmente visão embaçada, irritação e dor, sensação de corpo estranho (como um cisco ou “areia” nos olhos), vermelhidão ou secreção, o usuário de lentes deve procurar um especialista — a investigação do médico oftalmologista vai indicar a melhor conduta terapêutica e, durante o tratamento, pode ser necessário que o paciente dê uma pausa no uso das lentes e passe a usar óculos de grau.
Até mesmo pacientes portadores de ceratocone, uma condição em que a córnea se projeta para fora em sentido de cone, e que provoca uma deformação progressiva dessa membrana, encontram no mercado lentes específicas e personalizadas (sempre rígidas) para cada caso. Em comparação aos óculos, elas, inclusive, constituem a melhor alternativa para corrigir a refração da imagem e melhorar a qualidade de vida desses pacientes. Tudo, é claro, dentro de uma abordagem bem individualizada.

Não basta contar apenas com as propriedades das lentes para garantir a saúde dos olhos. Todo usuário de lentes de contato deve manter uma rotina rigorosa de higienização com produtos específicos. As soluções utilizadas para a limpeza devem, de modo geral, ser usadas, no máximo, por três dias. Os usuários devem cuidar para não levar a mão aos olhos, não utilizar água corrente para a higienização das lentes e evitar o soro fisiológico, que não consegue tirar todos os resíduos.

Pessoas que usam lentes de contato coloridas para fins estéticos não estão livres da consulta com oftalmologista. Assim como para as lentes com finalidades terapêuticas, o uso deve ser extremamente bem indicado. A rotina de limpeza também deve ser tão disciplinada quanto.
O que praticamente todo paciente usuário de lentes de contato ouve de seu médico é: tirar para dormir é imprescindível. Uma vez que o uso prolongado favorece infecções que podem até mesmo levar à cegueira. Outros riscos são inflamação (ceratite), irritação, úlcera e o crescimento de novos vasos sanguíneos na córnea, uma condição chamada neovascularização, que representa uma tentativa do organismo em resolver uma contundente necessidade de oxigenação.

A característica que mais costuma diferenciar tipos de lentes de contato diz respeito ao tempo de uso. As lentes de contato de uso prolongado são as mais conhecidas. Descartáveis, algumas são feitas para durar 30 dias a partir da abertura do lacre da embalagem.
Um erro comum dos usuários é pensar que as lentes são feitas para ser usadas 30 vezes. Independentemente de quantas vezes elas forem usadas pelo paciente no período, sua validade é de um mês. Todavia, há lentes com tempo maior de vencimento e outras para utilização única. Não respeitar o prazo pode comprometer a passagem de oxigênio e a curvatura, além de favorecer o surgimento de depósitos de gordura, proteínas e debris, que aumentam o risco para infecções e hipoxemia da córnea (falta de oxigenação).
Em relação ao material de fabricação, as rígidas costumam ter maior durabilidade. Lentes gelatinosas e de materiais como silicone, por exemplo, fazem mais sucesso em função do conforto que oferecem, o que facilita a adaptação do usuário. Com a tecnologia em constante evolução, todos os modelos contam com boa capacidade de permeabilidade de oxigênio, que representa a capacidade que o material tem de deixar a córnea “respirar”. Com isso, as chances de complicações decorrentes do uso também são reduzidas.

Há no mercado lentes de contato de uso prolongado feitas para ser usadas por até sete dias seguidos, confeccionadas em silicone hidrogel. Alguns modelos podem chegar até mesmo a 30 dias de uso contínuo. Esse material permite uma passagem maior de oxigênio para o olho, embora todas as lentes bloqueiem certo fluxo.
Vale conversar com o especialista para definir se essas lentes são verdadeiramente úteis, se atendem o grau de tolerância do paciente para uso noturno e se tornam a pessoa, dentro de todos os requisitos, uma boa candidata ao uso (algumas doenças oculares podem se beneficiar desse tipo). De modo geral, até mesmo os usuários de lentes de uso prolongado recebem instruções para lembrar de retirá-las, quando possível, antes de dormir.

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ÓCULOS OU LENTES DE CONTATO, O QUE USAR PARA PILOTAR MOTO?

A vida do piloto que precisa de lentes corretivas para guiar uma moto exige mais cuidado e escolher o equipamento ideal é fundamental

Miopia, astigmatismo, hipermetropia. Independentemente de qual problema visual esteja presente na vida de alguém, isso provavelmente exige o uso de lentes corretivas. Para quem pilota motos, é um elemento que requer cuidados, especialmente ao adquirir um capacete. Nem todos os casos clínicos permitem o uso de lentes de contato, o que leva o piloto a utilizar óculos caso a habilitação indique o uso obrigatório de lentes corretivas.

Os capacetes permitem a utilização de qualquer tipo de armação?

A resposta é: não. Entretanto, há uma grande variedade de cascos no mercado que já saem de fábrica preparados para receber as armações – abertos, fechados e até os indicados para a pista. Quem usa lentes pode enfrentar o ressecamento devido ao fluxo de ar que vem por baixo do queixo. Para minimizar a passagem de ar por essa região, parte dos capacetes possui a bavete, parte de tecido que bloqueia o ar que entraria pelo queixo, reduzindo o nível de ruído e o ressecamento.

Os motociclistas que precisam corrigir a visão com lentes sempre têm um incômodo a ser resolvido. Qual a melhor opção do ponto de vista clínico: lentes de contato ou óculos? Óculos ou lentes de contato são boas opções, mas dependem sempre da melhor indicação para o usuário.

Lentes de contato ampliam o campo de visão e permitem melhor visão periférica, principalmente para pessoas que possuem altos graus, porém, o uso e adaptação das lentes de contato devem ser orientados pelo oftalmologista.

Algumas pessoas não conseguem utilizar lentes. No entanto, o capacete atrapalha o uso de óculos, seja pela falta de espaço ou questões referentes a reflexos ou embaçamento das lentes. Recomenda-se que os óculos devem ser anatômicos e ficar firmemente posicionados sem deixar marcas de pressão; observar os pontos de apoio no nariz e nas orelhas. Aros e hastes metálicas não são indicados, pois podem causar ferimentos em caso de acidentes. Verificar se as hastes são compatíveis com o capacete – para isso, é importante testar os óculos tendo o capacete em mãos. Faça movimentos com a cabeça para avaliar se os óculos permanecem no lugar. Existem modelos de óculos específicos para motociclismo, com almofadas em material flexível para maior proteção e conforto.

As lentes de plástico ou orgânicas são ideais por sua leveza e resistência a rachaduras. Podem receber tratamento antirreflexo, anti-embaçamento, proteção contra os raios ultravioleta; podem também receber filtro polarizado que filtra a luz dispersa e os reflexos de superfícies brilhantes, possibilitando mais proteção sob luz solar ofuscante, estrada molhada após chuva, e, aumentam a percepção de cores e contrastes.

Muita gente que usa óculos deixa a viseira do capacete aberta, alegando que os óculos protegem contra o vento. Esta atitude oferece riscos à visão, pois apenas os óculos não oferecem a proteção total, uma vez que partículas ou insetos podem atingir os olhos.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, constitui infração gravíssima pilotar motocicleta sem óculos de proteção e com a viseira aberta. Entende-se óculos de proteção, aquele que permite ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol.

O ideal é que o motociclista converse com seu oftalmologista sobre as suas necessidades e melhores opções, que podem ser o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgias refrativas – para eliminar a necessidade de correção óptica. O importante é que o motociclista tenha boa visão e segurança.

CUIDE BEM DOS SEUS OLHOS NESTE OUTONO

Com a chegada do Outono e as mudanças na temperatura, as doenças respiratórias e alergias oculares se agravam, afinal, o ar seco leva à secura da lágrima e da lubrificação dos olhos, por isso sua saúde ocular merecem um cuidado especial nessa época do ano.
Irritação, desconforto, coceira e sensibilidade para abrir os olhos, são sinais de que seus olhos pedem a avaliação de um oftalmologista.

Mas o que fazer para que este quadro não se instale? Como prevenir?
“Mesmo no outono as pessoas devem continuar usando os óculos de sol com lentes UVA e UVB, lavar os olhos com soro fisiológico e usar colírios lubrificantes prescritos pelo médico, pois alguns contém antibiótico ou corticoide e podem desencadear problemas como Glaucoma e Catarata.
Os sintomas da alergia ocular são muito parecidos com os percebidos em outros tipos de conjuntivite e o uso de colírios por conta própria podem piorar o quadro”, segundo oftalmologistas.

Algumas dicas importantes para a proteção dos olhos:

• Evitar o atrito das mãos com olhos, que pode provocar micro lesões na superfície ocular, facilitando a penetração de microorganismos ou agentes químicos;
• Usar óculos de sol com lentes de boa qualidade e com proteção ultravioleta, que evita a passagem dos raios de luz nocivos ao núcleo das células do olho humano;
• Evitar a exposição ao sol entre 10h e 15h. O calor atua como um forte vaso dilatador e a exposição prolongada pode causar desidratação e queimaduras, inclusive na pálpebra;
• Cuidado com produtos químicos que podem irritar a mucosa, como os protetores solares usados ao redor dos olhos;
• Manter a higiene, evitando o contato das mãos com os olhos, antes de lavá-las;
• Caso os olhos comecem a ressecar e/ou coçar, procure seu oftalmologista. Não faça compressas com soro fisiológico nem use colírios por conta própria;
• O uso de colírios deve ocorrer sempre após prescrição médica;
• Evite locais com ar condicionado sem manutenção adequada;
• Caso a “vista esteja cansada”, feche os olhos por alguns segundos e olhe para o horizonte – por cinco minutos a cada hora;
• Umidifique ambientes de sua casa;

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